Uma manga colhida pela manhã em Casa Nova pode estar poucos dias depois na prateleira de um supermercado na Europa. Entre esses dois momentos existe uma cadeia silenciosa de processos que o consumidor dificilmente imagina: controle sanitário, rastreabilidade, uso eficiente da água, certificações internacionais e um rigor ambiental que começa muito antes da fruta entrar na embalagem. É assim que a GrandValle constrói sua reputação como uma das maiores exportadoras brasileiras de frutas frescas.

Fundada em 1988, pelo empresário Gilberto Secchi, a empresa está instalada em Santana do Sobrado, distrito de Casa Nova (BA), e se consolidou como uma das referências nacionais na produção de mangas e uvas destinadas ao mercado interno e à exportação. Hoje, administra mais de 1.000 hectares entre áreas produtivas e reservas ambientais, gera mais de 1.200 empregos diretos e envia frutas para mercados altamente exigentes da Europa, América do Norte, Ásia e Oriente Médio.
Essa presença internacional exige um padrão de produção que começa muito antes da colheita. Entenda:
Água tratada, produção segura
Na packing house, onde mangas e uvas passam pelas etapas de seleção, higienização e embalagem, a água utilizada no processamento das frutas é submetida a um rígido controle de qualidade. A higienização tem como objetivo reduzir riscos microbiológicos e preservar a qualidade do alimento até chegar ao consumidor final.
Após esse processo, a água utilizada não pode simplesmente ser descartada. Em unidades de beneficiamento certificadas, ela passa por estações de tratamento de efluentes (ETEs), onde resíduos sólidos são removidos e a água recebe tratamento físico, químico e, quando necessário, biológico para atender aos padrões estabelecidos pela legislação ambiental.
Dependendo do sistema adotado por cada empreendimento e das autorizações dos órgãos ambientais, essa água tratada pode ser reutilizada em atividades compatíveis dentro da própria operação ou devolvida ao meio ambiente dentro dos parâmetros exigidos pelos órgãos fiscalizadores, reduzindo significativamente os impactos sobre os recursos hídricos.
Na GrandValle, essa gestão faz parte de uma estratégia mais ampla voltada ao uso racional da água, recurso que sustenta toda a cadeia produtiva da fruticultura irrigada no Vale do São Francisco.
Produzir mais consumindo menos
O cuidado com a água começa ainda no campo. A GrandValle utiliza sistemas de irrigação localizada, como o gotejamento, aliados ao monitoramento constante da umidade do solo e das necessidades hídricas das plantas. O objetivo é fornecer apenas a quantidade necessária para cada fase do cultivo, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência da produção.
Esse modelo acompanha uma tendência mundial da agricultura de precisão, que busca produzir mais utilizando menos recursos naturais.
Não por acaso, a empresa tornou-se a primeira produtora brasileira de frutas certificada pelo protocolo SPRING, reconhecimento internacional criado para avaliar práticas responsáveis de gestão da água nas propriedades agrícolas. A certificação analisa critérios como conservação dos recursos hídricos, qualidade da água, eficiência da irrigação e proteção das áreas ambientais.
Além do SPRING, a GrandValle reúne certificações como GlobalG.A.P., GRASP, Rainforest Alliance e Fairtrade, requisitos cada vez mais exigidos por grandes redes varejistas internacionais.
Sustentabilidade que também movimenta a economia
A preocupação ambiental deixou de ser apenas um diferencial e passou a ser uma condição para competir nos principais mercados consumidores do mundo. Países importadores exigem rastreabilidade, controle sanitário e comprovação de boas práticas ambientais durante toda a cadeia produtiva.
Nesse cenário, empresas como a GrandValle ajudam a fortalecer o protagonismo do Vale do São Francisco como um dos maiores polos de fruticultura irrigada do planeta. A região é hoje responsável por uma parcela significativa das exportações brasileiras de manga e uva, movimentando milhares de empregos, impulsionando a economia regional e levando a marca do semiárido brasileiro para dezenas de países.
Enquanto o consumidor vê apenas a fruta pronta na prateleira, existe um trabalho (nos bastidores) de tecnologia, monitoramento e gestão ambiental que começa muito antes da colheita. No Vale do São Francisco, onde produzir depende diretamente da água, cada litro tratado, monitorado e utilizado com eficiência representa não apenas um compromisso com o meio ambiente, mas também a garantia de que a excelência da produção regional continue atravessando fronteiras.




